Ferramentas terapêuticas para tratar a dor do coração partido!

Transformando dor em crescimento

Você já se sentiu como se o mundo estivesse desabando sobre sua cabeça? Como se o chão tivesse sido tirado debaixo dos seus pés e você estivesse em queda livre, sem nada para se segurar? Essa sensação avassaladora que parece esmagar seu coração e roubar o ar dos seus pulmões, é conhecida como dor do coração partido. Uma experiência tão intensa e real que pode fazer você acreditar que está à beira de um ataque cardíaco. Mas o que realmente acontece dentro de nós quando enfrentamos uma decepção amorosa, uma perda irreparável ou um abandono inesperado? Neste artigo, vamos explorar o que está por trás dessa dor e descobrir maneiras de ressignificar essa experiência para seguir em frente.

O impacto da dor do coração partido

Experiências dolorosas podem ser desencadeadas por diversas situações, como a perda de um ente querido, uma traição, um abandono ou até mesmo uma decepção profissional. Não importa a causa, essas experiências podem ser tão intensas que podem afetar qualquer pessoa. Abordei este tema em meu Instagram há algum tempo e lá mencionei o quão emocionante foi para Roberta Miranda receber a notícia do trágico falecimento da cantora Marília Mendonça, ela foi tomada por uma angústia tão profunda, que acreditou estar sofrendo difícil um infarto devido aos sintomas físicos , como dor no peito e falta de ar. Após ser atendido por médicos, foi apresentado com síndrome do coração partido, mostrando como fatores emocionais podem afetar nossa saúde física e mental.

Infelizmente, esse exemplo nos mostra que, todos nós somos vulneráveis a eventos como este e aos seus efeitos devastadores em nosso bem-estar físico e emocional.

Em 2021, tive a oportunidade de acompanhar de perto o caso de um cliente que também foi apresentado com essa mesma síndrome. Durante esse período desafiador, o suporte da terapia floral foi imprescindível para ela, pois permitiu trabalhar em diversas situações emocionais relacionadas a esse processo.

Ao longo de sua jornada terapêutica, muitas emoções vieram à tona. No entanto, juntas, tivemos a oportunidade de utilizar diversas ferramentas e associar a terapia floral, avançando um passo de cada vez. A cada sessão, suas e as sensações físicas foram mudando gradativamente, embora o processo tenha levado vários meses.

O mais importante foi que ela conseguiu resgatar o controle de sua vida, algo que parecia impossível quando chegou para a primeira sessão, dada a gravidade do problema. Com o apoio terapêutico adequado e o acompanhamento médico necessário, hoje ela segue em frente, mais fortalecida e resiliente.

Esse caso é um exemplo de como a combinação de diferentes abordagens terapêuticas, como a terapia floral e o acompanhamento médico, pode fazer uma diferença significativa na vida de alguém que enfrenta desafios como este e tantos outros. É um lembrete de que, mesmo diante dos desafios mais difíceis, há sempre esperança e a possibilidade de superação e crescimento pessoal.

Para compreender melhor como podemos superar a síndrome do coração partido e outras situações emocionalmente desafiadoras, é essencial entender os mecanismos por trás dessas experiências.

A Função dos neurotransmissores Noradrenalina e Dopamina

Nosso cérebro é uma máquina complexa, e quando passamos por eventos impactantes, ele passa por uma verdadeira tempestade química. Ao nos aprofundarmos no papel dos neurotransmissores nesse processo, podemos encontrar estratégias mais eficazes para lidar com essas armadilhas mentais e emocionais.

Fiz algumas pesquisas sobre este problema e vejo a importância em trazer estes pontos neste artigo.

Vamos primeiro entender o papel dos neurotransmissores, pois como sabemos, nós seres humanos somos uma máquina e nossa mente está no comando. Quando isso fica claro para nós, podemos, a partir deste ponto, encontrar diversas estratégias para nos safar dessas armadilhas mentais.

Quando uma pessoa é afetada por alguma emoção impactante, nosso cérebro passa por uma verdadeira tempestade química. Os neurotransmissores, como a noradrenalina e a dopamina, desempenham papéis importantes nesse processo. Para entender melhor como eles funcionam, vamos usar uma analogia bem simples.

Imagine que o nosso cérebro é uma grande cidade e os neurotransmissores são mensageiros que entregam diferentes tipos de mensagens pela cidade. A noradrenalina é como um mensageiro de emergência, um bombeiro.

Quando enfrentamos uma situação de perigo ou estresse, esse mensageiro é acionado e começa a percorrer rapidamente a cidade, avisando a todos para ficarem em alerta. E assim, ela amplifica a percepção da dor emocional, fazendo com que cada lembrança e pensamento relacionado à experiência seja ainda mais doloroso e fisicamente a pessoa sente o coração bater mais rápido, a pressão arterial aumenta e o corpo fica pronto para agir, ou seja, esse é o papel da noradrenalina: preparar o corpo para reagir a situações de estresse.

Já a dopamina é como um mensageiro da alegria e da recompensa, um carteiro que entrega cartas com boas notícias. Quando vivenciamos algo prazeroso, esse mensageiro é acionado e começa a entregar suas cartas de felicidade por toda a cidade, fazendo com que nos sintamos bem e motivados a repetir aquela ação. A dopamina é responsável por nos fazer sentir prazer e nos motivar a buscar recompensas. No entanto, durante esse processo, os níveis de dopamina podem diminuir, contribuindo para sentimentos de tristeza, desmotivação e baixa de energia para suas atividades cotidianas.

Assim como numa cidade, onde os mensageiros trabalham em equilíbrio para manter tudo funcionando bem, no nosso cérebro, juntamente com outros neurotransmissores, trabalham em harmonia para regular nossas emoções, motivações e respostas ao ambiente. Compreender o papel desses mensageiros químicos pode nos ajudar a entender melhor as reações do nosso corpo e mente durante esses momentos.

Mas é importante ressaltar que essa não é a única situação em que esses neurotransmissores desempenham um papel importante, pois a noradrenalina e a dopamina estão envolvidas em diversos outros processos fisiológicos, como a regulação do ciclo sono-vigília, o controle da temperatura corporal, a modulação da dor e a regulação do apetite.

Portanto, embora elas desempenhem um papel importante na fisiopatologia da síndrome do coração partido, suas funções se estendem muito além dessa condição específica, sendo essenciais para o funcionamento normal do sistema nervoso e para a regulação de diversos processos fisiológicos do corpo humano.

Armadilhas mentais e o papel da metacognição

Mas temos algo muito intrigante: além dos neurotransmissores, nossa mente pode criar armadilhas que dificultam a cicatrização de nossos sentimentos e emoções. Ficamos presas em um labirinto de pensamentos distorcidos, onde a realidade se mistura com a ilusão. Somos constantemente remetidos a situações e lembranças dolorosas, impedindo que a ferida emocional se cure. Crenças irracionais, como a culpa excessiva pela situação ou a sensação de impotência, podem nos manter presos em um ciclo de sofrimento sem fim.

É nesse contexto que a metacognição, ou seja, a capacidade de refletir sobre nossos próprios pensamentos, sentimentos e comportamentos, pode desempenhar um papel fundamental na superação dessas armadilhas mentais.

Como professora, gosto de usar analogias para tornar esses conceitos mais simples e acessíveis. Lembra dos mensageiros e carteiros que tratamos acima? Pois bem, vamos agora imaginar que sua mente é como um sistema de alarme e que os neurotransmissores, como a noradrenalina e a dopamina, são os responsáveis por disparar esses alarmes.

Quando você se encontra preso em um ciclo de pensamentos distorcidos e crenças irracionais, é como se a noradrenalina, o mensageiro de emergência, estivesse acionando o alarme constantemente, alertando sobre um perigo que não é real. Isso amplifica sua percepção emocional, fazendo com que cada lembrança e pensamento relacionado à essa experiência seja ainda mais doloroso.

Por outro lado, quando a dopamina, o mensageiro da alegria e da recompensa, está em níveis baixos, é como se o alarme de felicidade estivesse desligado. Isso contribui para sentimentos de tristeza, desmotivação e baixa energia para realizar atividades cotidianas.

É aí que entra a metacognição, como um botão de “silenciar” nesse sistema de alarme. Ao desenvolver habilidades metacognitivas, você pode reconhecer quando os alarmes disparados pelos neurotransmissores estão sendo acionados de forma inadequada, ou seja, quando você está tendo pensamentos distorcidos e tomar medidas para desativá-los desafiar e reestruturar esses pensamentos.

Assim como um sistema de alarme bem regulado pode proteger uma casa de perigos reais, a metacognição pode ajudar a proteger sua mente de armadilhas mentais. Ao estar ciente de seus próprios processos de pensamento e de como eles podem ser influenciados pelas armadilhas mentais, você pode evitar cair nessas ciladas emocionais e encontrar maneiras mais saudáveis de lidar com suas emoções. Essa habilidade é valiosa não apenas para a síndrome do coração partido, mas para qualquer situação em que nos deparamos com uma dor emocional.

É importante entender que, embora nossos pensamentos e emoções possam nos influenciar profundamente, eles não nos definem. Somos mais do que a soma de nossas experiências dolorosas e dos pensamentos que surgem a partir delas. Temos a capacidade de observar nossos pensamentos e emoções com certo distanciamento, reconhecendo que eles são transitórios e não representam a totalidade de quem somos.

Ao cultivar essa perspectiva, podemos nos libertar da identificação excessiva com a dor e começar a enxergar possibilidades de crescimento e transformação. Isso não significa negar ou suprimir nossas emoções, mas sim desenvolver uma relação mais saudável e equilibrada com elas, permitindo que nos informem sem que nos controlem completamente.

Essa mudança de perspectiva é o primeiro passo para transformar a dor em aprendizado e crescimento pessoal. Ao reconhecer que nossas emoções são mensageiras importantes, mas não são a totalidade de quem somos, abrimos espaço para ressignificar nossas experiências dolorosas e encontrar um novo caminho.

Transformando a Dor em Aprendizado e Crescimento

Ressignificar a dor e encontrar um novo caminho é um processo desafiador, mas possível, que requer um profundo trabalho de conscientização, autocuidado e comprometimento consigo mesma. É um processo de autoconhecimento, no qual a pessoa se torna mais consciente de seus pensamentos e emoções relacionados à experiência dolorosa, aprende a lidar com eles de forma mais saudável e desenvolve maneiras de transformar o significado da dor, buscando aprender e crescer a partir dessa experiência.

Para começar essa jornada, o primeiro passo é se permitir sentir suas emoções sem julgamentos, procure reconhecer que essa dor é uma resposta natural a uma experiência difícil vivenciada e que não há um tempo determinado para ela desaparecer completamente, mas tente não se manter presa por muito tempo a ela.

E para isso, é fundamental buscar auxílio multidisciplinar com profissionais especializados, como psicólogos, psiquiatras, terapeutas florais, pois essa rede de apoio pode oferecer suporte emocional e orientação especializada, te ajudando a desenvolver estratégias eficazes para enfrentar todo esse processo.

Você também pode inserir práticas simples, como meditação, exercícios de respiração que podem contribuir significativamente. Essas atividades ajudam a enganar a mente, reduzem o estresse e promovem um estado de equilíbrio emocional.

À medida que você se permitir vivenciar o processo de cura, comece uma reflexão sobre as lições e o crescimento pessoal fornecido. Identifique os aprendizados sobre si mesmo, seus valores e a forma como deseja conduzir sua vida daqui para frente. Perceba como essa experiência a tornou mais forte, resiliente e sábia!

Além das abordagens mencionadas, incluindo a terapia floral no seu processo de cura, pois ela será uma aliada poderosa e nesse contexto, dois florais se destacam: a essência floral Star of Bethlehem e o Honeysuckle.

O floral Star of Bethlehem é indicado para momentos traumáticos , ajudando a acolher e confortar sua criança ferida, pois quando a dor é avassaladora, e cria uma cicatriz emocional profunda, esse floral pode fornecer o amparo necessário para iniciar a limpeza dessas memórias dolorosas.

Já o Honeysuckle auxilia no desapego de memórias que nos mantêm presas no passado , trazendo a atenção para o momento presente. Esse floral é especialmente útil quando nos encontramos constantemente revivendo lembranças dolorosas, impedindo-nos de seguir em frente.

Essa abordagem permite acolher sua criança ferida, limpar as memórias dolorosas e encontrar o equilíbrio emocional necessário para ressignificar essa experiência.

Chegamos ao final deste artigo. Se ele tocou seu coração e você acredita que pode ajudar outras pessoas que estão enfrentando sentimentos semelhantes, peço que o compartilhem em suas redes sociais. Assim, você estará contribuindo para que mais pessoas tenham acesso a informações valiosas e possam encontrar o suporte necessário para transformar seu dor em aprendizado e crescimento. Além disso, você ajudará essas pessoas a entenderem que não estão sozinhas e que existem ferramentas terapêuticas e redes de apoio disponíveis.

Cada compartilhamento é uma semente de esperança plantada no coração de alguém que precisa. E, por fim, se esta para a sua realidade, lembre-se de que você não está sozinho. Apesar dos desafios, é possível ressignificar suas dores emocionais e encontrar um novo caminho.

Com carinho,

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Êurenì RS Pálma

Terapeuta floral e professora de autodesenvolvimento, ajuda você a cuidar das emoções e alcançar objetivos.
Registro Internacional nº 02018.2181

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