BLOG

Relacionamentos- O Equilíbrio entre o Real e o Ideal

Relacionar-se é aprender a enxergar o outro como ele é, não como desejamos que seja, criando espaço para respeito mútuo e crescimento conjunto.

Quando o assunto são relacionamentos, podemos considerar que essa é uma das experiências mais desafiadoras da vida. Seja em relacionamentos amorosos, familiares ou de amizade, estamos constantemente lidando com as expectativas que criamos sobre o outro e, muitas vezes, essas expectativas se tornam o ponto de partida para frustrações, irritações e desarmonias.

Mas por que isso acontece?

E como podemos transformar essas dinâmicas para construir relações mais saudáveis e verdadeiras?

O ser humano carrega de alguma maneira uma ideia equivocada em como as pessoas “deveriam agir ou ser”, esses comportamentos podem ter sua origem em vivências , implicações culturais ou até mesmo em razão de quadros emocionais de carência afetiva. Infelizmente é comum encontrar casais que projetam determinadas expectativas em seus parceiros como uma maneira de atender suas necessidades emocionais, esperam que seja preenchendo aquele vazio interno ou que se comportem de acordo com seus padrões. No entanto, quando essas expectativas são muito altas ou irreais, as levam à frustração. Entenda, o outro não é capaz de responder a tudo o que esperamos — e nem deveria. Afinal, cada pessoa é única, com suas próprias limitações, histórias e formas de enxergar o mundo. Esse “sarrafo elevado” pode criar um ciclo perigoso.

Quanto mais esperamos algo do outro e ele não entrega, mais nos frustramos; quanto mais frustrados ficamos, mais tendemos a cobrar ou criticar. Isso gera desarmonia no relacionamento e pode levar a um certo distanciamento emocional e até rupturas.

Um dos passos mais importantes para quebrar esse ciclo é fazer uma pausa e olhar a situação sob uma nova perspectiva. Em vez de reagir automaticamente às atitudes do outro ou pensamentos negativos sobre como ele “deveria ser “, pare um instante e reflita: O que realmente está acontecendo aqui?

Muitas vezes, a raiz do problema não está no outro, mas em como interpretamos ou reagimos a ele. A pausa também nos dá espaço para praticar a escuta — tanto do outro quanto de nós mesmos.

Escutar significa abrir-se para entender os sentimentos, necessidades e perspectivas da outra parte sem julgamentos e claro, praticar o mesmo em relação a nós — Uma pausa estratégica para observação interna. Isso exige empatia e humildade. É extremamente necessário ouvir nossas próprias emoções e identificar o que está por trás de nossas expectativas como, por exemplo, se perguntar por que espera isso de seu parceiro ou parceira?

É algo que realmente cabe a ele oferecer ou é algo que você precisa trabalhar em si mesmo?

Uma das grandes lições dos relacionamentos no geral, é que o outro muitas vezes funciona como um espelho. As atitudes que nos irritam ou frustram nessa pessoa refletem frequentemente aspectos nossos que ainda não aceitamos. Por exemplo:

  • Se nos incomodamos com a falta de atenção, esse comportamento pode ser um sinal de que precisamos olhar para nossa própria necessidade de validação.
  • Se sentimos raiva porque o outro não muda um comportamento específico, talvez seja hora de perguntar: Será que estou tentando controlar algo fora do meu alcance?

Reconhecer o outro como reflexo não significa ignorar comportamentos específicos ou aceitar tudo passivamente. Pelo contrário: trata-se de assumir responsabilidade pelo nosso papel na relação e trabalhar internamente aquilo que está ao nosso alcance.

É comum esperar que o outro mude para que o relacionamento melhore. No entanto, essa expectativa pode ser uma armadilha, porque a verdadeira transformação começa quando assumimos responsabilidade por nossas próprias emoções, ações e reações, isso significa:

  • Reconhecer nossos padrões emocionais (como carência, controle ou medo) e buscar formas saudáveis de lidar com eles.
  • Comunicar nossas necessidades de forma clara e respeitosa, sem culpa ou critério de mudanças impossíveis do outro.
  • Praticar o autoconhecimento para entender o que realmente queremos em um relacionamento, e se estamos dispostos à oferecer ao outro aquilo que também esperamos receber.

Quando mudamos nossa postura interna, muitas vezes percebemos mudanças naturais no relacionamento. Não porque “forçamos” o outro a mudar, mas porque criamos um ambiente mais harmonioso.

Devo dar luz a um ponto muito importante: Ninguém muda a outra pessoa, a menos que ela queira. Precisamos trabalhar diariamente em nosso próprio posicionamento diante desses desafios. Acreditar que só mudarei se meu parceiro ou parceira mudar pode gerar grandes problemas, pois essa expectativa em transferir a responsabilidade de nossa evolução pessoal para o outro pode gerar uma energia densa no relacionamento.

Portanto, relacionamentos são espaços onde aprendemos sobre nós mesmos enquanto nos conectamos com os outros. Eles nos desafiam a crescer emocionalmente e espiritualmente — mas esse crescimento só acontece quando estamos dispostos a olhar para dentro e procurar ajustar nossas expectativas, praticar a escuta ativa como mencionei anteriormente e assumir responsabilidade por nossas emoções, criando relações mais leves e harmoniosas. Afinal, relacionar-se não é sobre moldar o outro às nossas vontades; é sobre caminharmos juntos em respeito mútuo e aprendizado constante.

Com carinho,

Foto de Êurenì RS Pálma

Êurenì RS Pálma

Terapeuta floral e professora de autodesenvolvimento, ajuda você a cuidar das emoções e alcançar objetivos.
Registro Internacional nº 02018.2181

Compartilhe com seus amigos.

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Deixe seu comentário.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Me siga nas redes sociais;

Posts Recentes

Portal M.S.T.V.

Facebook

Canal Youtube

Copyright © 2025 Plenitude Corpo e Mente - Todos direitos reservados

CNPJ: 10.345.847/0001-61

plugins premium WordPress
Rolar para cima