Descubra a Resposta: Por que digo sim quando na verdade queria dizer não?

Quantas vezes, por razões infinitas, sejam elas conscientes ou inconscientes, renunciamos ao que é verdadeiramente necessário para nós, em uma tentativa incansável de contribuir para o bem-estar alheio? Nesse processo, corremos o risco de anular nossa própria identidade, e esse comportamento pode ter repercussões profundas em nossa vida. Mas o que muitas vezes não compreendemos é que, ao assumir esse papel, estamos nos colocando em uma posição prejudicial para nossa saúde emocional, física e mental, bem como por incrível que pareça, para aqueles que estamos tentando ajudar. Já refletiu sobre isso?

Quando decidi criar este blog, foi justamente com o intuito de ajudar mais pessoas a compreenderem suas emoções, sentimentos e comportamentos, e a partir desse novo despertar, encontrar maneiras de corrigir o que as incomodam, resgatar a identidade e, principalmente, sua liberdade emocional!

Se prepare, pois o assunto que abordarei hoje é mais comum do que você possa imaginar. Diversas pessoas vivem essa realidade e não conseguem entender com clareza o porquê agem assim. Na verdade, essa será apenas uma parte da abordagem, pois ao aprofundarmos, encontraremos diversas raízes, e você já pode entender o que quero dizer com isso, não é mesmo?

Trarei um olhar sob a perspectiva da terapia floral, e acredite, pessoas que necessitam dessa essência realizam uma verdadeira virada de chave em suas vidas.

Então vamos lá: Existem pessoas que sentem muita dificuldade em se posicionarem, abdicando do que é importante para si, e entregam-se de corpo e alma para ajudar os demais, esquecendo-se da pessoa mais importante de suas vidas: elas mesmas.

A pergunta que muitos fazem é: Por que sempre permito que isso aconteça em minha vida?

Existem vários motivos que podemos considerar, e deixo claro que tais situações não são comuns a todos, pois cada pessoa é um universo em si,vivendo suas experiências e adotando ações de acordo com o que acreditam ser correto para si.

Mas, respondendo parte dessa pergunta; esse comportamento pode estar relacionado a sentimentos de rejeição, abandono e culpa construída na primeira infância, dos 0 aos 7 anos de vida, pois todo o sentimento vivido de rejeição se acumula em nossa alma, reverberando no futuro.

O abandono pode ser sentido ainda no útero materno, uma vez que uma das partes tenha rejeitado ou ambos — mãe e pai. Ao nascer, a criança vivencia esse sentimento de várias formas, sejam elas reais ou não, porque o que pode ser real quando se é criança pode não ser quando se torna um adulto.

Ao explorarmos mais a fundo esse comportamento, podemos observar que a criança, internaliza em sua mente subconsciente o sentimento de culpa que surge de situações em que ela percebe o ambiente ao seu redor como instável, hostil ou carente de cuidados adequados.

Essa auto responsabilização pode se manifestar de maneiras diversas como desenvolver um comportamento excessivamente cuidadoso para tentar compensar a suposta falta que acredita existir, e a falsa ideia de que para ser amada precisa ser perfeita, gerando uma pressão constante para corresponder às expectativas, muitas vezes inatingíveis.

Além disso, pode se culpar por sentimentos negativos que experência, como raiva ou tristeza, interpretando erroneamente essas emoções como evidências de sua própria inadequação. Esse ciclo pode persistir na vida adulta, levando a uma tendência a se sacrificar em relacionamentos e se responsabilizar excessivamente pelos outros.

Neste caso, a pessoa abdica de sua vida em detrimento do outro, pois acredita ser responsável por tudo, transferindo o cuidado ao outro, onde em essência, deveria fazê-lo por si própria e não transferir tais cuidados aos demais ao redor. Por trás desse comportamento, encontramos uma criança ferida que tem dificuldade em amadurecer suas emoções, pois houve uma falha de comunicação e cuidados parentais. A partir desses modelos, criou-se um padrão e crenças limitadoras que impedem o seu crescimento rumo à sua valorização e reconhecimento pessoal.

Segundo o autor e psicoterapeuta norte-americano John Bradshaw, as crianças precisam se sentir seguras emocionalmente para compreender os próprios sinais interiores, bem como aprender a separar os pensamentos dos sentimentos. Sem uma vida interior saudável, a pessoa, exilada nela mesma, inevitavelmente vai procurar satisfação no exterior, ou seja, será aplicado a não observação de si em função do mundo exterior, negligenciando suas próprias emoções e necessidades.

Mas a vida é tão maravilhosa que oferece a todos a oportunidade de reconstruir seu universo emocional e temos infinitas possibilidades terapêuticas, dentre as 38 essências florais sistematizadas pelo médico inglês Dr. Edward Bach, destaco a essência Floral Centaury. Este floral tem uma grande missão: ajudar pessoas sensíveis emocionalmente que sentem muita empatia pelos demais, mas que são facilmente exploradas, pois ser bom para muitos é sinônimo de ser tolo.

É comum empenharem seu tempo e esforço para resolver as dificuldades da outra pessoa quando essa é quem deveria fazer o esforço. Acabam por assumir a responsabilidade pela falta de ação do outro, agindo no lugar dele. Mas ao fazer isso, existem dois problemas, na minha visão. O primeiro é que estarão tirando a oportunidade do outro de se desenvolver como ser humano para superar suas dificuldades. O segundo aspecto a ser considerado é a suscetibilidade dessas pessoas à influência de personalidades mais dominantespois indivíduos com temperamentos controlador e dominador poderão tirar proveito de sua generosidade. Como resultado, a médio e longo prazo, sua energia física e emocional será impactada. O fato é que, como já mencionei, elas são o resultado de lares subnutridos de afetividade e amor e trazem em sua alma feridas emocionais e para serem reconhecidas, amadas e acolhidas não conseguem delimitar o seu espaço nutrindo o sentimento de auto anulação refletindo em diversas situações vivenciadas por elas, mas encontramos outros sentimentos que permeiam este comportamento.

Dificuldade em dizer não: Indivíduos que enfrentam essa questão muitas vezes encontram dificuldade de impor e estabelecer limites saudáveis, frequentemente concordam com as demandas dos outros, mesmo quando vai contra seus próprios desejos e necessidades, resultando em um acúmulo constante de sobrecarga emocional.

Autoexigência Excessiva: Muitas vezes elas impõem padrões irrealisticamente elevados, buscando a perfeição em suas ações e se autocriticando severamente diante de qualquer falha percebida. Esse comportamento pode originar-se da busca incessante por validação externa, uma vez que a autoaceitação é desafiadora.

Evitam Conflitos: Para evitar confrontos ou desaprovação, podem evitar expressar suas opiniões e necessidades. Isso pode levar à supressão de sentimentos legítimos, contribuindo para o acúmulo de ressentimento e frustração ao longo do tempo.

Submissão nas Relações Interpessoais: Em relacionamentos pessoais e profissionais, esses indivíduos podem se submeter constantemente às vontades dos outros, perdendo de vista suas próprias aspirações e desejos. Essa submissão excessiva pode resultar em desequilíbrios nas relações, onde um lado se beneficia em detrimento do outro.

Busca desesperada por Aprovação: A necessidade incessante de ser aceito e amado muitas vezes leva a pessoa a buscar validação externa de maneiras que comprometem sua integridade pessoal. Isso pode incluir a participação em atividades que vão contra seus valores fundamentais apenas para agradar aos outros.

Esses são apenas alguns exemplos que ilustram como a falta de assertividade e a tendência a se colocar em segundo plano podem se manifestar na vida cotidiana dessas pessoas.

E quando minhas clientes compartilham essa dor, costumo questionar: “Como você espera ser valorizada e respeitada se, internamente, não se enxerga dessa maneira? Se você sempre oferece o menor preço por pena, como pode precificar adequadamente o seu produto? Para que a valorização e o respeito seja uma realidade, é crucial que a primeira pessoa a aplicar esses valores seja você!

Esse processo ocorre de dentro para for a, moldando não apenas a forma como você se vê, mas também como os outros percebem o seu real valor.

Ao empregar as essências florais, especialmente o Centaury, combinado com pelo menos mais três ou quatro essências, testemunho uma verdadeira transformação em suas vidas.

E o feedback que recebo é incrível. Comentários como Nossa,fulana, você está muito diferente” destacando uma mudança perceptível. Em situações envolvendo crianças ou adolescentes, é comum ouvir observações do tipo: “Minha filha está muito mais assertiva agora.”

A razão por trás dessas transformações reside no fato de que, ao se reconhecerem como seres valiosos, sobretudo praticar o amor-próprio que esta essência propicía, deixam para trás o jugo da opinião alheia, superando o medo de serem julgadas ou novamente deixadas de lado. O resultado é uma reconquista do brilho interior, antes ofuscado pela insegurança e pela falta de autoestima.

A jornada para reconhecer, compreender e superar esses padrões é fundamental para a construção de uma base emocional saudável e a retomada do controle sobre a própria vida.

Portanto, convido você a refletir sobre as situações apresentadas e considerar como elas podem ecoar em sua própria vida ou na vida daqueles ao seu redor. A autenticidade e o autocuidado são essenciais para uma vida plena, e a busca pelo equilíbrio entre ajudar os outros e preservar a própria integridade é algo valiosíssimo.

Que este entendimento seja o ponto de partida para a construção de relacionamentos mais saudáveis consigo mesmo e com os outros. Lembre-se de que, ao cuidar de sua própria essência, você não apenas fortalece seu bem-estar emocional, mas também cria a base para oferecer um auxílio mais significativo aos que o rodeiam.

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Obrigado por fazer parte  dessa comunidade!

Com carinho,

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Êurenì RS Pálma

Terapeuta floral e professora de autodesenvolvimento, ajuda você a cuidar das emoções e alcançar objetivos.
Registro Internacional nº 02018.2181

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